Os Simbecis - A Reforma

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A Reforma
publicado em 17/06/2001

Depois do vexame de terem incendiado a casa do prefeito, e depois de pagarem os prejuízos morais e materiais do incêndio (menos o valor que o seguro pagou) ainda sobrou um pouco de dinheiro da venda dos quadros do Lúcio. Assim, os Simbecis começaram a discutir uma possível reforma da casa, para deixá-la mais confortável e um pouco maior. Mas como em tudo na vida, não conseguiam entrar num acordo sobre o que fazer. O lúcio era a favor de chamarem um pedreiro, mas o Cristóvão foi radicalmente contra. Ele preferia que ele mesmo fizesse o trabalho para economizar o dinheiro. Afinal, segundo ele, era só uma questão de fazer 3 paredes, uma porta e umas duas janelas. Para que pedreiro?

Lúcio e Otaviano desistiram de discutir. "Tá bom, vá em frente." - falou o Lúcio e foi trabalhar.
Cristóvão trabalhou a noite toda e conseguiu erguer duas paredes. Foi trabalhar no laboratório no outro dia caindo de sono. Quando chegou a noite continuou mais um pouco. Os dois irmãos dele vieram dar palpites. "Acho que podíamos colocar papel de parede" - falou Lúcio - "Para ficar mais bonito".
"Odeio papel de parede" - falou Otaviano - "mas acho que podíamos pintar a madeira de outra cor, esse azul já enjoou".
Cheio da discussão Cristóvão deu um basta: "Vão cuidar da vida de vocês! Vai ser azul e pronto!"
Cristóvão trocou o uniforme do laboratório por uma roupa mais confortável e continuou a trabalhar, resmungando baixinho contra a idiotice dos irmãos.
Lúcio, que tinha acabado de chegar do trabalho, resolveu ir dormir. "Nossa" - pensou ele - "Tou morto de sono."
Otaviano foi trabalhar na prefeitura e Cristóvão ficou sozinho terminando de erguer as paredes.

Cristóvão finalmente terminou a última parede, só que ele estava tão concentrado no trabalho que não percebeu dois detalhes: ele tinha se fechado completamente, e tinha esquecido o serrote na sala da casa. Resultado: estava fechado sem ter como sair.

Imediatamente ele se desesperou e começou a berrar por ajuda, mas o Lúcio estava num sono tão pesado que não acordou de jeito nenhum e o Otaviano ainda não tinha voltado do trabalho. "Pronto!" - pensou cristóvão - "Se eu depender daqueles dois Simbecis para me ajudar, estou condenado a morrer aqui à míngua!"
Cristóvão cochilou um pouco, mas foi acordado pelo barulho do carro do Otaviano. "Otaviano, socorro!" - berrou ele.
"O que você está fazendo aí, Cristóvão?" - perguntou o Otaviano do outro lado da parede. "Eu acidentalmente me tranquei! Você precisa serrar a parede onde eu desenhei a marca com giz e me soltar!"
Otaviano começou a arrastar a mobília para poder libertar Cristóvão.

Horas depois, finalmente a abertura ficou pronta. Cristóvão saiu de lá morto de fome e cansaço.
"Acho melhor a gente ajudar o Cris se a gente quiser que esta nova parte da casa fique pronta" - comentou o Lúcio com o Otaviano.
Assim, com mais uns dias de trabalho a nova ala da casa ficou pronta e arrumada. O Lúcio instalou o fogão velho do vovô, que estava encostado no quintal na nova cozinha.

"Gente, mas essa casa ficou chique!" - exclamou o Otaviano.
"Definitivamente ficou chique." - concordou o Lúcio - "precisamos chamar os amigos para comerem uma pizza e inaugurar a nova cozinha!"

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